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Pralayas
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AS VÁRIAS ESPÉCIES DE PRALAYAS

Diz o Vishnu-Purana a respeito das Yugas: “No fim de mil períodos de quatro Idades que perfazem ‘um Dia de Brahmã’ (4.320.000 x 1000 = 4.320.000.000 anos), a Terra está quase exausta. O Eterno Vishnu assume então o carácter de Rudra (Shiva), o Destruidor, e volta a reunir todas as criaturas em Si mesmo. Entra nos Sete Raios do Sol e absorve todas as Águas do Globo, faz evaporar a umidade, secando assim toda a Terra. Os oceanos e os rios, as torrentes e os arroios, todos se evaporam. Alimentados desse modo com bastante humildade, os Sete Raios solares convertem-se, por dilatação, em Sete Sóis, e finalmente incendeiam o Mundo.”

AS QUATRO ESPÉCIES DE PRALAYAS

Segundo a literatura tradicional hindu, sobretudo o Vishnu-Purana, o Bhagavata-Purana e o Agni-Purana, existem quatro espécies de Pralayas ou “Períodos de Repouso”, a saber:

1.º Pralaya: Prakritika – É o Pralaya que ocorre no fim da Vida de Brahmã, quando tudo o que existe na Manifestação (Pancha Mahabhuta, o “Universo manifestado”) volve e dissolve-se na Substância Primordial (Svabhavat), para ser de novo manifestado e modelado quando terminar esta Grande Noite ou Período de Repouso Universal.

2.º Pralaya: Naimitika – É o período entre os Grandes Dias de Brahmã (correspondendo às Grandes Noites de Brahmã, no tempo de 4.320.000.000 anos). Neste Pralaya processa-se a destruição de todas as criaturas e de tudo que tem vida e forma. Contudo, continua existindo a Substância que serviu de matéria-prima para modelar as formas. Esta Substância permanece até uma nova Manifestação ou Período de Atividade Universal como Dia de Brahmã.

3.º Pralaya: Atyantika – Este tipo de Pralaya refere-se a certa Hierarquia de Seres. Não está relacionado com a dissolução de Sistemas, Universos, Globos, Raças, etc. Trata-se de um Pralaya individual também denominado Moksha que é a “Libertação”, quando o Jiva se torna Jivatmã e penetra no Nirvana ou estado supremo. Uma vez alcançado esse estado, o Ser liberta-se para sempre da Roda dos Renascimentos, e se voltar a manifestar-se encadeado a uma nova Roda eventualmente só será após o Maha-Kalpa ou Idade de Brahmã (30.240.000.000 anos).

4.º Pralaya: Nitya – É o sono ou uma sua prorrogação, a morte. É considerado como o Pralaya da dissolução constante a que está sujeito tudo o que tem vida. É a transformação que se opera constantemente sem que se aperceba. A este tipo de Pralaya está sujeito desde um Universo, um Globo, uma criatura qualquer, até ao átomo que sofre mutação constante. Assiste ao nascimento, desenvolvimento, decadência e morte.

MANUS – CICLOS – IDADES

Manuântara é o longo período de Manifestação do Logos. O termo sânscrito Manu-Ântara significa “entre dois Manus”. Segundo ensina a Doutrina Oculta, no período de um Dia de Brahmã entram em atividade 14 Manus, ou seja, 7 Manus-Sementes e 7 Manus-Colheitas. Um Dia de Brahmã é o conjunto de 4 Idades ou Yugas que formam uma Maha-Yuga ou Kalpa (4.320.000 anos), sendo o Maha-Kalpa o período total da Idade de Brahmã (30.240.000.000 anos).

 

 
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