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Padrões de Magia
Padrões de Magia

“Procure pela beleza no padrão. Não existem coincidências nesse nível de complexidade”.

(David Deutsch)



O RECONHECIMENTO DO PADRÃO É UMA PARTE IMPORTANTE DO JOGO

Uma grande parte da visão e do pensamento da Feitiçaria é o reconhecimento do padrão, ou seja, olhar para um grupo de árvores e ver uma floresta. Ou, como nos estereogramas, olhar para um amontoado de rabiscos e ver uma cena tridimensional. Esse tipo de percepção também é básico para a ciência. Ela nos ajudou a entende e criar teorias sobre como o Universo funciona. Cada vez que alguém faz uma importante descoberta em percepção e vê o “Cenário Completo” é uma epifania. É como encontrar um amontoado de peças de um quebra-cabeça, todas misturadas, algumas com as imagens voltadas para cima, outras para baixo. Nossa tarefa é separá-las, virá-las para cima, encontrar aquelas que têm semelhanças e encaixá-las parte por parte até que apareça uma imagem. 



O objetivo final da ciência é descobrir uma única grande “Teoria de Tudo”, uma teoria na qual todos os pedaços dos diferentes quebra-cabeças possam ser reunidos em uma figura gigante, sem que nenhum pedaço fique de fora. Os cientistas a chamam de Teoria do Campo Unificado, ma ainda não conseguiram descobri-la. O principal problema é incluir e explicar a Vida e a Consciência, e até agora não há equações para isso.



Praticantes de magia e gênios enxergam padrões os quais as outras pessoas nada vêem. Em 1931, Charles Darwin observou a variedade de pintassilgos nas Ilhas Galápagos e viu o padrão da evolução da vida como uma árvore com muitos galhos. Em 1953, James Watson, Francis Crick, Maurice Wilkins e Rosalind Franklin estudaram ácidos nucléicos orgânicos e conceberam o padrão da espiral dupla da molécula de DNA.



A Natureza também tem símbolos, encontrados em muitos padrões subjacentes de estrutura. Um dos mais importantes é a espiral. Ela é encontrada em todos os lugares, desde as moléculas de DNA em seu corpo, passando pelos arranjos de folhas e sementes em plantas e flores, as cascas dos caracóis e as conchas dos náutilos, os tornados e furacões... até as formas das galáxias. Para onde quer que você olhe, a espiral ou outro padrão estão presentes. Discutiremos alguns desses padrões em mais detalhes, mais adiante.



Entretanto, algumas vezes nossas mentes podem ficar entusiasmadas em excesso, e percebemos padrões que na verdade, não estão lá. Em 1877, Giovanni Shaparelli olhou para as na superfície de Marte e em sua mente as organizou em um padrão de linhas que se tornaram famosas como “os canais de Marte”. Mas, quando enviamos sondas espaciais ao planeta para tirar fotos, descobrimos que não havia canal nenhum. Nenhuma linha foi encontrada, apenas crateras, campos de lava, montanhas e desertos, semelhantes aos encontrados na Lua. Também encontramos ferrugem, calotas polares, vulcões enormes, grandes canyons e antigos leitos de rio, e recentemente, oceanos congelados logo abaixo da superfície. 

 

 

Outras famosas visualizações criativas de padrão são os desenhos que foram vistos no céu, os padrões das constelações. As estrelas estão espalhadas pelo céu de modo aleatório (sem nenhum padrão), pela nossa perspectiva. Mas os povos antigos desenharam linhas entre as várias estrelas brilhantes, como se estivessem “ligando os pontos”, e visualizaram figuras às quais deram nomes de personagens e criaturas existentes em seus mitos e histórias favoritos. E todos nós, incluindo os astrônomos modernos, ainda nos referimos a esses padrões imaginários como se eles representassem a realidade.



Esses padrões falsos simbólicos são chamados de “ilusões de ótica”, esse entendermos os princípios pelos quais elas operam, podemos criar nossas próprias ilusões, com significados ocultos deliberadamente embutidos nelas (como aconteceu com as constelações).

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