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Individualização
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INDIVIDUALIZAÇÃO DOS LEMURIANOS

A Lemúria substituiu o continente hiperbóreo das tradições célticas que serviu de berço à segunda Raça-Mãe. Segundo a Tradição Iniciática das Idades, a Lemúria com a sua Humanidade pode ser considerada o elo perdido ou de transição que até hoje os antropólogos procuram sem encontrar. O lemuriano já possuía sensibilidade e inteligência, já tinha completamente formado o sistema cérebro-espinhal a partir da metade do período da sua manifestação. Tendo em funcionamento os sentidos da audição e do olfato, o sentido da visão estava em pleno desenvolvimento, como já vimos, além de ser a Raça onde o dom da palavra começou a desenvolver-se no Homem.

Nessa fase inicial do desenvolvimento da Humanidade, os homens eram muito semelhantes entre si, não havendo características próprias que permitissem a distinção entre os seres. Essa unidade ia desde a aparência física até ao comportamento e entendimento do Mundo externo, reagindo sempre de maneira idêntica aos fenômenos da Natureza. Eram como um bando de animais procedendo como se fossem uma alma grupal ou coletiva. Os indivíduos não se distinguiam entre si, viviam e sentiam da mesma maneira, o que um fazia todos faziam, interagindo entre eles. Falando das diversas etapas da civilização lemuriana, diz a Doutrina Secreta:

“Moralmente irresponsáveis, os homens da terceira Raça, mantendo relações antinaturais com espécies animais inferiores a eles, deram origem àquele ‘elo perdido’ que nem épocas posteriores (somente no Período Terciário) veio a ser o antepassado remoto do verdadeiro símio, tal qual o conhecemos hoje na família pitecoide. Se isso parece colidir com a afirmação de que o Animal é posterior ao Homem, advertimos o leitor de que esta referência deve entender-se como restrita aos mamíferos placentários.”

Por exigência da Grande Lei que preside à Evolução, houve a necessidade de transição do estado de consciência coletiva, mais afim ao Reino Animal, para a individualização das consciências, que é uma característica genuinamente humana. A individualização permitiu o surgimento de carácteres diferenciados e a responsabilidade individual dos atos praticados, consequentemente, permitiu o pleno funcionamento da Lei Cármica de Causa e Efeito expressiva da Justiça Universal.

AÇÃO DOS ASSURAS SOBRE A HUMANIDADE

Foi nessa fase que se tornou necessária a ação de uma força externa, sem a qual a inércia jamais seria quebrada, pois o que caracteriza a inércia é justamente o imobilismo e a perpetuação involucional. Por determinação do Eterno, entrou em ação a Hierarquia dos Assuras chefiados pelos Kumaras, Seres de categoria altamente evoluída proveniente dos sistemas de Cadeias anteriores. A sua característica principal era o Poder da Vontade, expresso nos níveis inferiores como Liberdade de Pensamento e de Ação, características essas que, mais tarde, iriam transformar-se em Rebeldia. Essa intervenção contribuiu para despertar o princípio da Egoidade que os Iniciados hindus chamam Ahamkara, desenvolvendo a consciência do “eu sou diferente dos outros”, o que acarretou no desenvolvimento dos princípios de responsabilidade individual e do livre-arbítrio, o que veio modificar completamente o curso da civilização até então estabelecido.

Os Assuras, portadores da Sabedoria Divina, atuaram também sobre as forças subtis da Natureza, provocando a polarização do Prana – Prana e Apana – de que resultou a aparição dos dois sexos. Os Assuras agiram pelas duas Hierarquias já manifestadas: dinamizaram através dos Agniswattas o pólo positivo do Homem, de que resultou o aparecimento do sexo masculino; através dos Barishads dinamizaram o Pólo Negativo do Homem, originando-se o sexo feminino. Os Assuras como eles próprios desdobrados hierarquicamente em Kumaras e Makaras, deram respectivamente a individualização da Mente e do Sexo ao Homem.

A partir desse momento, a Humanidade passou por uma verdadeira revolução evolucional, aparecendo progressivamente qualidades diferenciadas entre os seres humanos. Acentuaram-se as diferenças e delinearam-se os caracteres, transformando o Homem e a Mulher em entidades inteiramente distintas e independentes uma da outra. O sábio Teósofo espanhol, Dr. Mário Roso de Luna, na sua obra El Simbolismo de las Religiones del Mundo, disse ao tratar do assunto em pauta:

“Assim como os homens da primeira Raça foram exaltados e dirigidos por Pais ou Mestres Lunares (Pitris Barishads), os da segunda foram-no por Seres ainda mais elevados, os Pitris Solares, os luminosos Agniswattas; por sua vez, os da terceira Raça o foram pelos Pitris Makaras ou ainda os Kumaras (Assuras). Estes sacrificaram-se oferecendo-nos a Mente, o Fogo Divino do Pensamento, ‘caindo entre nós’, aceitando as nossas limitações físicas, inclusive as dos nossos cárceres ou corpos carnais (donde a expressão mitológica de ‘Prometeu acorrentado no Cáucaso’, ou ‘cárcere carnal’) no Mundo Inferior ou Infernal, que as religiões pregam até hoje como a ‘Queda dos Anjos’, se bem que desvirtuando lamentavelmente o seu verdadeiro significado.”

Segundo a Lei da Analogia, o homem é inicialmente criado, alimentado e mantido pelos pais, o que corresponde ao período da primeira Raça; numa segunda fase, correspondendo à segunda Raça, passa a ser orientado pelos professores na escola, os seus pais morais ou psíquicos, para depois, quando chegar ao final da sua instrução, estar apto a cumprir a sua missão no mundo social, o que corresponde ao período da terceira Raça, devendo orientar-se pelos valores espirituais ou a conscientização da sua Mônada, que é o verdadeiro objetivo do ser humano encarnado, para finalmente alcançar a Libertação.

A Hierarquia Assúrica concedeu aos homens da terceira Raça-Mãe a Mente e o Sexo, como já dissemos, que são os principais fatores da vida humana. A Mente foi-lhe dada para alcançar, com o dom de criação mental, os mais elevados níveis espirituais. O Sexo foi para a criação material, que é o campo onde se processa a evolução física sem o qual a Mônada não terá como manifestar-se. São pólos que se completam para um objetivo comum.

Foi entre a 3.ª e a 4.ª Sub-Raças Lemurianas que se realizou a separação dos sexos, em virtude das Sub-Raças anteriores ainda não possuírem dualidade sexual por serem de natureza primeiro andrógina e depois hermafrodita. Os lemurianos estavam sob a égide superior de Vénus e a inferior de Marte, e por este manifestavam características de natureza passional e psíquica. Daí que entre eles predominassem mais os impulsos passionais do que a Mente propriamente dita, ainda em estado embrionário nessa época.

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